Forma mais eficaz de combate à meningite ainda é a vacinação.

Forma mais eficaz de combate à meningite ainda é a vacinação.

Em 2018, Brasil totalizou mais de 18 mil notificações de casos de meningite bacteriana, a mais grave.

Em tempos como os que estamos vivenciando, todo cuidado e recomendação são válidos para mantermos a nossa saúde em dia e evitarmos problemas. Nessa semana, uma das datas relacionadas à saúde nos chama a atenção, por ser relacionada à uma doença que inspira cuidados: a meningite.

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e podem ser causadas por vírus e bactérias (sendo essa última forma a mais grave).

De acordo com o infectologista do Madrecor Hospital, Vinícius Paulino da Costa, a meningite é uma doença que pode ocorrer em qualquer idade, sendo as crianças a faixa etária mais atingida. “Quando falamos em meningite, devemos lembrar que as crianças entre um e cinco anos são as que correm o maior risco de contrair a doença, porém ela pode atingir também outras idades,” explica.

Além disso, Vinícius esclarece que a meningite é uma doença que pode ocorrer durante todo o ano, porém existem alguns períodos que merecem atenção. “A meningite pode ocorrer em praticamente todo o ano, com alguns surtos ou epidemias sazonais, porém a meningite bacteriana, que mais exige atenção, é mais comum no outono-inverno e a meningite do tipo viral na primavera-verão.”

Segundo dados do Ministério da Saúde, a forma mais eficaz para o combate à meningite ainda é a vacinação, que são oferecidas, desde a infância e estão disponíveis visando, principalmente, prevenir as principais formas da meningite bacteriana.

  • Vacina meningocócica conjugada sorogrupo C: protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C;
  • Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite.
  • Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzaesorotipo b, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
  • BCG: protege contra as formas graves da tuberculose.

O infectologista alerta que é necessário ter atenção aos sintomas que a meningite pode causar, para que o tratamento e diagnóstico sejam feitos o mais rápido possível. “É sempre bom lembrarmos que os dois principais tipos de meningite possuem sintomas diferentes e que devem ser analisados por um especialista. A meningite viral possui sintomas como: febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço, náusea, vômito, falta de apetite, irritabilidade, sonolência ou dificuldade para acordar do sono, letargia (falta de energia) e fotofobia (aumento da sensibilidade à luz). Já a meningite bacteriana, além de apresentar todos esses sintomas, pode vir acrescida de sintomas como: status mental alterado (confusão), convulsões, delírio, tremores e coma,” explica Vinícius.

Muito além de saber sobre a doença, o infectologista esclarece que bons hábitos de vida podem sim ser a saída para que nossa imunidade se fortaleça e estejamos prontos para reagir da melhor forma a qualquer doença. “Estamos em tempos de coronavírus e somos bombardeados o tempo todo com notícias e informações sobre como nos cuidarmos e, com a meningite e outras doenças não deve ser diferente. O cuidado com a higiene das mãos, que podem ser fontes transmissoras de vírus e bactérias, a alimentação balanceada, o bom sono e atividades que façam bem à nossa mente são chaves essenciais para uma boa imunidade,” finaliza Vinícius.

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