Dados de obesidade infantil não param de crescer há quatro décadas

Dados de obesidade infantil não param de crescer há quatro décadas

Pediatra do Madrecor Hospital alerta sobre o estilo de vida das crianças.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, até 2025 podemos chegar a ter 75 milhões de crianças com quadros de obesidade em todo o mundo e, no Brasil, os números também não são nada animadores. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou, em estudo feito no ano de 2019, que uma em cada grupo de três crianças, com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso no país.

A pediatra do Madrecor Hospital, Neonita Ribeiro Borges de Almeida nos explica que a obesidade é medida nas crianças através de percentis e de acordo com a idade de cada criança. “Em cada idade, a obesidade é determinada através de um número, sendo separada por idades. De 0 a 5 anos, é considerada obesa uma criança que tem o percentil acima de 99,9 e de 5 a 19 anos, maior do que 97 e menor ou igual à 99,9 já é obesidade e, acima desse número, a obesidade é considerada grave.,” explica Neonita.

Além disso, a pediatra esclarece que a obesidade é desencadeada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais. “Em relação aos fatores genéticos, sabe-se que existem mais de 400 genes que têm participação na regulação do peso corporal e que podem influenciar nisso. São divididos em dois grandes grupos: a obesidade primária é aquela que afeta 95% das crianças e tem a interação de múltiplos fatores como a genética, hábitos alimentares e comportamentais e o sedentarismo. Já a obesidade secundária, alcança os outros 5% dos casos e se refere a síndromes genéticas e condições patológicas, medicamentos e doenças neurológicas.”

Neonita também destaca que, a obesidade, quando não tratada, pode trazer diversas consequências à saúde da criança e afetar diversas áreas. “A obesidade pode levar à alterações orgânicas e psicossociais e podemos destacar: alterações cardiovasculares (como hipertensão), respiratórias (Síndrome de Pickwik, caracterizada por apneias do sono, ronco e sonolência diurna), esqueléticas (como os traumatismos articulares, pelo excesso de peso), fígado (que

pode sofrer com quadros de infiltração gordurosa hepática, com risco de levar à cirrose), pele (estrias, acne e furúnculos), entre outros.”

Para que a obesidade seja bem tratada e as crianças fiquem saudáveis, a pediatra dá algumas dicas, que afetarão diretamente os hábitos e estilo de vida que as famílias levam. “Essas crianças devem ser acompanhadas pelos pais e profissionais e vale lembrar que isso não envolve apenas esse acompanhamento, mas de toda a sua família. A obesidade infantil pode ser o resultado de uma dinâmica familiar disfuncional e isso precisa ser bem questionado. Para evitar a obesidade, isso deve ser bem trabalhado desde a gestação, evitando a obesidade materna, amamentando exclusivamente nos seis primeiros meses de vida, evitando açúcares e excesso de gordura até os dois anos e estimulando sempre a atividade física das crianças,” finaliza Neonita.

Com todos esses cuidados e atenção, temos a certeza de que seu pequeno estará sempre bem e curtirá o melhor da vida, cheio de saúde!

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